sexta-feira, 12 de março de 2010
Sustentável – eu quero ser!
A Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010, CICI2010, que acontece em Curitiba até o dia 13/03, despertou a discussão para temas como redes sociais e sustentabilidade. Como as redes sociais podem ajudar os governos e a população a desenvolver políticas de interação de toda a comunidade no que acontece com a sociedade. Saímos das palestras com a certeza de que somos parte de um grande organismo em constante mudança e desenvolvimento, e que temos como ferramentas poderosas redes sociais como o Twitter e os blogs para espalhar esta teia de cooperatividade por todos os que estão ao nosso redor. Uma pequena mudança gera uma grande mudança.
Por falar em sustentabilidade, ultimamente tenho pensado muito nisso e venha tentando aplicar isso cada vez mais no meu dia a dia. Mas é importante destacar que é tudo muito lindo, tudo muito justo, mas como tudo nesta vida, para podermos ser sustentáveis precisamos de meios. Numa atitude muito sustentável, comprei uma bicicleta. Adoro ela, ainda que não use tanto quanto gostaria, afinal de contas, moro em Curitiba e aqui chove 350 dia por ano. Não que isso seja um problema, mas tudo na minha vida tem que acontecer em doses homeopáticas... Mas hoje, para vir ao evento, aproveitando toda esta aura da temática, e o fato de que o dia em Curitiba está lindo, resolvi vir de bicicleta. Superado o primeiro obstáculo, que é a verdadeira prova de bicicross que é andar de bike nas ciclovias daqui, assisti todas as palestras da manhã e boa parte das da tarde. Como a programação é excelente, resolvi voltar para a casa na metade da tarde para voltar a pé e assistir as palestras da noite. E lá estava eu, sob o sol a pino das 15h, saindo daqui do CIETEP (ao lado da notória Vila Pinto), quando não mais que de repente fui abordada numa tentativa de assalto. Daquelas mais cretinas! Minha vontade era sim olhar pro cara e falar: "Pô amigo, você quer mesmo ser um clichê e me fazer pensar que estar ao lado da favela não é seguro?" Mas lógico que não falei, me joguei na rua e pesalei até o CIETEP de volta... Chegando aqui me deu uma descarga de adrenalina daquelas que a gente não pára de tremer – o sujeito nem tava armado nem nada – pela raiva que eu estava por ter enfrentado uma situação desta, no meio da tarde, com a polícia em uma viatura na esquina! O que é isso?
Torço muito para que a mentalidade de nossos governantes atinja este nível de desenvolvimento, de entender que precisamos e políticas públicas que nos permitam fazer escolhas como andar de bicicleta ou a pé, ao invés de carro, que nos garantam que a energia que está sendo usada em eventos deste porte não está sendo fornecida à custa da devastação do meio ambiente, que me dê certeza de que o meu almoço de hoje não veio de nenhum abatedouro clandestino... A propósito, achei lindo saber que a Prefeitura de São Paulo rastreia todas as carnes e os alimentos provenientes da Amazônia, como forma de evitar que o nosso maior patrimônio de biodiversidade vá para o brejo.
Acho que estou em vias de um dia me tornar uma eco-chata, mas se isso for necessário para que as gerações futuras possam ver um pouco das coisas lindas que eu vi enquanto estive por este mundinho, pode valer a pena.
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